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Saiba como funciona a tabela de fretes da ANTT

No ano de 2018, o Brasil enfrentou uma grande crise causada pela greve dos caminhoneiros, uma categoria absurdamente importante para o abastecimento do país. Nos postos de combustível, filas quilométricas. Pessoas temiam ficar sem combustível e houve desabastecimento de supermercados com produtos essenciais para o dia a dia.

Dentre as reivindicações da categoria estavam a redução do preço do Diesel e um piso mínimo para os valores de fretes a serem cobrados. Isto porque, com muitos caminhoneiros e pouca demanda por fretes, os fretes ficavam cada vez mais baratos. É a lei da Oferta e Demanda. Assim, a concorrência chegava a ser desleal, e alguns trabalhadores ou possuíam quase nada de lucro, ou até mesmo pagavam para trabalhar. Lembrando: a demanda caía e o Diesel subia, não havia equilíbrio.

Para resolver esse impasse, criou-se a Tabela de Frete da ANTT. Ela diz exatamente qual o valor mínimo a ser cobrado, de acordo com o tipo de carga e o número de eixos do veículo. Ao estabelecer os valores para Carga e Descarga e para o Transporte, leva-se em conta o valor médio do Diesel naquele período. As tabelas são atualizadas semestralmente, geralmente em Janeiro e Julho. Você pode conferir a última publicação, na íntegra, clicando aqui.

Existem 4 tabelas: A, B, C e D. Veja o que cada uma delas estabelece:

Tabela A: Transporte rodoviário de carga lotação;

Tabela B: Contratação apenas do veículo automotor de cargas;

Tabela C: Transporte rodoviário de carga lotação de alto desempenho;

Tabela D: Contratação apenas do veículo automotor de cargas de alto desempenho.

Já os tipos de carga estão divididos em:

Carga Geral: é a carga embarcada e transportada com acondicionamento, com marca de identificação e com contagem de unidades. Sacos, fardos, caixas, são considerados como carga geral
Carga a Granel: é a carga líquida ou seca embarcada e transportada sem acondicionamento, sem marca de identificação e sem contagem de unidades. Soja e milho, por exemplo.
Carga Frigorificada: é a carga que necessita ser refrigerada ou congelada para conservar as qualidades essenciais do produto transportado. Carnes, peixes e outros produtos perecíveis.
Carga Perigosa: é a carga ou produto que seja perigoso ou represente risco para a saúde de pessoas, para a segurança pública ou para o meio ambiente, como líquidos inflamáveis, explosivos e gases.
Carga Neogranel: é a carga formada por conglomerados homogêneos de mercadorias, de carga geral, sem acondicionamento específico cujo volume ou quantidade possibilite o transporte em lotes, em um único embarque. Como exemplo, podemos citar automóveis. Eles podem ser contados, mas mão podem ser embalados.

O piso mínimo de Frete é calculado então, de acordo com a Distância a ser percorrida, o Custo com Deslocamento e o Custo de Carga e Descarga.

 

Valor do frete = Distância x Custo Deslocamento + Custo Carga e Descarga

 

No Rotas Brasil, ao calcular os custos com pedágio e combustível, você também pode consultar o preço mínimo a ser cobrado por aquele frete. Veja abaixo um exemplo na Tabela A, para um transporte de carga Perigosa (frigorificada) de Ponta Grossa-PR a Curitiba-PR:

Neste caso, o valor mínimo a ser cobrado é de R$ 1.041,23. Simples assim! Você não precisa quebrar a cabeça, Basta fazer seu planejamento aqui no site ou pelo nosso APP, que está disponível pela Google Play Store e App Store.

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